DNVB: o que são marcas verticais nativas do mundo digital

22 de Novembro de 2021
Entre as inúmeras possibilidades que o meio digital cria para empreendedores, o domínio sobre os dados gerados e coletados em todas as interações com o cliente é uma das mais relevantes. Nesse sentido, têm se destacado no mercado empresas que controlam toda a jornada de bens de consumo, desde a fabricação até a entrega, criando assim uma relação mais próxima com o consumidor, e identificando os erros e acertos do processo como um todo. Elas são conhecidas como DNVB (Digital Native Vertical Brands), marcas verticais nativas do ambiente digital. 

O conceito surgiu em 2016 e foi cunhado pelo empreendedor norte-americano Andy Dunn. O empreendedor por trás da marca Bonobos escreveu um livro explicando em detalhes o modelo DNVB e suas vantagens. Segundo Dunn, ao controlar toda a cadeia de produção e entrega, as marcas verticais cortam intermediários e, portanto, conseguem aumentar a margem ou diminuir o custo dos produtos para o cliente final. Além disso, têm posse de todos os dados gerados nas interações com o consumidor, o que permite identificar ineficiências e melhorar a experiência como um todo. 

Segundo o empreendedor Rapha Avellar, que é colunista da Mit Technology Review, ?marcas que nasceram digitais provam que empresas de varejo, que têm seus processos, integração de canais, análise de dados e outras vertentes nativas no mundo online, ao venderem diretamente para o usuário, melhoram a eficiência de produção, logística e a experiência do cliente. E isso impacta diretamente nos níveis de satisfação do consumidor, e, claro, no valor da empresa para o mercado?. 

DNVB no Brasil
Há, no Brasil, DNVBs relevantes em diversos setores. Vale destacar, por exemplo, a Liv Up, de alimentação; a Amaro, de vestuário; a Zissou, de colchões; a Sallve, de cosméticos; a Yuool, de calçados; e a Dr. Jones, de produtos de beleza para o público masculino. 

Segundo Daniel Wjuniski, cofundador da Sallve, uma das vantagens de começar um negócio já no ambiente digital é não depender de pontos de venda de terceiros para que o produto tenha visibilidade. ?É difícil conseguir um espaço em gôndola de farmácia ou perfumaria sem ter um portfólio. A internet permite ouvir o consumidor, desenvolver um produto, pegar o feedback e depois apresentar outros itens", explica o empreendedor em entrevista à Folha de S. Paulo. 

André Popoutchi, cofundador da Dr. Jones, vai na mesma linha. ?Uma DNVB pega o insight direto com o cliente, entende o que ele quer, lança o produto e já entrega diretamente para o consumidor, rompendo a cadeia e sendo mais ágil na entrega e na formulação de novos produtos?, afirma o empreendedor à B.Side Investimentos. 

É importante ressaltar, no entanto, que ser uma DNVB não significa, necessariamente, ter a posse da fábrica ou jamais vender no varejo físico. O que importa é que, mesmo no caso de usar equipamento de terceiros, o controle da operação seja da empresa em questão. ?Temos alguns pré-requisitos para vender no varejo. O principal é o controle da experiência, para que o consumidor entenda a marca e o produto?, diz Amit Eisler, sócio fundador da Zissou. 

A Endeavor, organização global de apoio ao empreendedorismo, aposta forte nas DNVBs. A empresa realiza um programa de aceleração focado em scale-ups (startups que já têm um produto validado e estão em fase de escala) deste modelo. ?Cada vez mais cases de sucesso DNVB fazem com que outras empresas comecem a olhar para a forma de fazer a aquisição do cliente para além da compra de anúncios no Instagram e no Google. Agora sabem que é preciso gerar uma história com o consumidor. É preciso fidelizar essa pessoa?, diz Victor Xavier, gerente de aceleração de negócios da Endeavor, em entrevista à The Shift. Segundo o executivo, foram mapeadas 500 DNVBs no país.

O investidor Daniel Chalfon, sócio da Astella, se diz otimista com este modelo de empresas no Brasil. No entanto, ele pondera que as marcas acabam dependendo demais de anúncios em redes sociais, o que pode prejudicar a proposta de valor. ?É um problema porque acaba não desenvolvendo uma estratégia proprietária de aquisição de clientes?, afirma Chalfon.

Fonte: https://www.whow.com.br/consumo/dnvb-o-que-sao-marcas-verticais-nativas-do-mundo-digital/

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